domingo, 30 de agosto de 2009

EIXO 7 / EXPECTATIVAS...

Quando falamos de expectativas, muitas vezes ficamos um pouco apreensivos, um pouco ansiosos, um pouco receosos, talvez tenhamos também a sensação de excitação... Digo isto porque na verdade não sabemos exatamente o que virá, temos as vezes uma noção básica, alguns sinais, algumas direções sugeridas ou planejadas, mas a certeza de como tudo vai ser, isto não. Logo, eu creio que expectativas podem ser bem expressas, simbolicamente, com a imagem de uma pessoa frente a um muro. Existem muitas coisas acontecendo após esta barreira visual, não sabemos o que, mas está lá nos esperando. é necessário atravessá-lo, pular, dar a volta, passar com uma escada, derrubá-lo... enfim, passar por ele. Assim se chegamos até o eixo 7 do PEAD é porque não ficamos mais esperando que alguém nos diga o que tem atrás do muro, vamos fazer de tudo para poder viver estas situações, descobertas, frustrações, sucessos... As interdisciplinas geralmente complementam-se, os assuntos entrelaçam-se e nos revelam novas aprendizagen. Isto, este sinal eu já identifiquei. Mas quero sim transpor este muro, desvendar colaborativamente o que cada temática pode oferecer para se juntar aos conhecimentos que já possuo. E assim creio que continuaremos não só na Interdisciplina de Seminário Integrador mas por nossa própria prática incorporada ao longo do PEAD.
Na Interdisciplina de Linguagem e Educação quero buscar conhecimentos que me ajudem a entender como ajudar meus alunos com Autismo a sentirem necessidade de construir esta via de contato com os outros que os cercam, ajudar para que os seus sinais comunicativos tenham significado e que possam ser realmente entendidos.
Em Didática, Planejamento e Avaliação estar relacionando efetivamente o planejamento, a prática e a avaliação dos processos, numa visão mais interdisciplinar, que busque qualificar o processo de aprendizagem.
Na Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos buscar subsídios para entender melhor as questões referentes ao aprendizado de jovens e adultos, que se dá de forma diferente da trabalhada nas escolas regulares. Qual a formação e didática que envolve este professor no trabalho da EJA, o que efetivamente se pode fazer para oportunizar e proporcionar mais espaços para os jovens e adultos e a escolarização...
Que na Interdisciplina de LIBRAS - Lingua Brasileira de Sinais, oportunize a todos nós o entendimento mais específico desta particular forma de comunicação, que se respeite e que se possa estabelecer mais oportunidades de interação com pessoas com esta deficiência.

terça-feira, 14 de julho de 2009

SEMINÁRIO INTEGRADOR.


Interdisciplina - Seminário Integrador VI
Aspectos trabalhados na interdisciplina:
* relação entre os diferentes aspectos trabalhados nas demais interdisciplinas;
* possibilidade de construção de Projetos de Aprendizagem;
* articulação constante com o projeto do curso, formação de um profissional articulador, reflexivo e que perceba a aprendizagem como processual;
* promover aos acadêmicos os encontros reflexivos necessários para uma construção efetiva de saberes.
"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Paulo Freire

DIVERSIDADE.


Foi possivel sentir a construção do sujeito que percebe a diversidade. Sabemos que somos diferentes, mas assumir esta postura diante das nossas ações práticas é que requer auto-conhecimento e respeito.
Buscar dar conta desta complexa relação é perceber-se sujeito ativo e histórico.
Não há tempo, não há lugar, não há relações que não estejam impregnadas desta complexa e maravilhosa DIVERSIDADE.
Posso talvez resumir tais aprendizagens utilizando as palavras do Workshop:
"As vezes vemos apenas os muros, as dificuldades, os dilemas da alma, a opressão, a pressa, a rebeldia, o conflito... E ficamos olhando o muro, parados a sua frente, sem ação, desmotivados.
E esquecemos que é apenas um muro, um estado momentâneo, que por vezes reserva atrás de si, algo...
...Talvez diferente...
...Diverso...
...Algo que realmente vale a pena, ou talvez apenas algo...
Mas com certeza capaz de nos mostrar que o muro não é mais o que era.
Que transformou-se.
Que foi transformado, por quem OUSOU olhar ou passar por sobre ele."
Adriana Arruda

FILOSOFIA PARA A VIDA.


A Interdisciplina de Filosofia da Educação abordou temas sobre questões morais e argumentação. Perceber-se um sujeito social necessariamente passa pela percepção que relaciona-se, que aprende e principalmente que nas suas relações estabelece e constrói princípios morais.
Fazer parte efetiva desta construção é justamente estar consciente durante o processo. A argumentação por sua vez nos ajuda a problematizar este processo legitimando-o.
Como ficamos impressionados com o vazio das nossas palavras e ações quando simplesmente nos damos conta que não refletimos sobre elas.
"Quando se viaja em direção a um objetivo é muito importante prestar atenção no caminho. O caminho é que sempre nos ensina a melhor maneira de chegar, e nos enriquece, enquanto o estamos cruzando."
Foi possível ver e sentir que a Filosofia busca dar suporte para o sujeito possa estar reflexivo a cerca de si, do outro e da realidade que o cerca, permitindo que se organize eticamente e moralmente.

EDUCAÇÃO, NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS E INCLUSÃO.



A Educação hoje passa por muitos questionamentos, mas nenhum deles é tão polêmico quanto a da educação de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mas o que é inclusão? A que ela se refere especificamente? Quais as condições necessárias para que a inclusão efetivamente ocorra? E outras tantas questões estiveram em pauta e foram amplamente exploradas.
A possibilidade de transitar pelos diferentes conceitos sobre deficiência e a reflexão proporcionada na hora da construção do Dossiê de Inclusão, ajudou-me a ter uma noção mais ampla da dimensão da temática. Vivenciei durante a busca dos referencias e dados sobre a Educação Especial o quanto é apenas uma formalidade. Afirmo e justifico, pela dificuldade em encontrar no poder público e privado indícios claros de que este assunto está na pauta das construções dos projetos pedagógicos das escolas. A legislação está ai, a obrigatoriedade do oferecimento, prioritariamente na escola comum também, mas e a ação prática continua não ocorrendo. Quantos alunos vindos da escola comum, por problemas de aprendizagem ainda batem a porta da Escola Especial, quantos alunos com condições claras de frequentar outros espaços encontram as portas da escola fechadas por "não terem professores e uma estrutura física adequada"... e assim vai...
Eu mesma tenho que lidar com a minha forma particular de visualizar e poder estar pondo em prática o que acredito sobre e inclusão, pois as barreiras impostas até mesmo dentro do espaço especializado de ensino é grande. É de grande importância que o tema saia das secretarias de educação, das formalidades, da própria linguagem legal para ganhar a discussão pública, para entrar nas casas de cada família, pois incluir não é só uma questão escolar, educacional. Inclusão é um tema de VIDA.
A interdisciplina oportunizou-me o pensar mais sobre as minhas concepções, mas a aprendizagem que considero mais significativa passa pela convicção de que é necessário ACREDITAR, que pessoas são diferentes e isto não desabilita ninguém a APRENDER e a CONVIVER.
"O verdadeiro caminho da sabedoria pode ser identificado por apenas três coisas: deve ter amor, ser prático e poder ser trilhado por qualquer pessoa."
Paulo Coelho

Vídeo: "Deficiências" - Mario Quintana

SUJEITO E DESENVOLVIMENTO.



A Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, buscou evidenciar aspectos do desenvolvimento humano e sua influência direta na construção da aprendizagem que por sua vez contribuem de forma efetiva para a constituição de um sujeito de identidade, que também está fundamentada no reconhecimento e na nossa relação com o outro. Desta forma entender esse sujeito que se desenvolve, que se constrói, observando e agindo no meio é estar reconhecendo a si mesmo.

Um sujeito de identidade e autônomo.

As atividades estiveram voltadas para essa nossa construção conceitual e na percepção da construção no outro através das aplicação das provas piagetianas. A análise dos passos dados, as trocas com os colegas, até mesmo nossas dúvidas enriqueceram e subsidiaram tais momentos.

O enfoque a Piaget, em especial, nos possibilitou um amplo entendimento sobre o desenvolvimento humano, em todos os aspectos que envolve, podemos dizer que assumimos uma "intimidade" com o processo do desenvolvimento. Dando uma sustentação forte para que se possa conhecer este sujeito e entender a forma singular que aprende e se relaciona.

Como nos coloca Lauro de Oliveira Lima em seu livro "Por que Piaget? - Educação pela Inteligência":

Necessitamos fazer: EDUCAR PELA INTELIGÊNCIA.

Cito aqui algumas frases que considero importantes durante este processo de aprendizagem:

* "Tudo o que se ensina à criança impede que ela descubra ou invente."

* "Quero ser criança até o final: a criança é a fase criadora por excelência."

* "Não se deve acelerar: cada um tem seu próprio ritmo... Caminhar muito depressa torna menos fecunda a possibilidade de assimilação posterior."

* "A reflexão filosófica é indispensável ao cientista."

JEAN PIAGET


E nestas frases posso estar de certa forma apontando para os valores essenciais construídos durante a aprendizagem, considerando o aluno a minha frente um sujeito em potencial de aprendizagem, que necessita ser reconhecido como sujeito de seus tempos e processos e que é aprendente durante toda a sua vida. Entendendo estes princípios consigo me organizar pedagogicamente para estar propondo espaços de aprendizagem e de troca, uma sala de aula viva e alegre.

domingo, 26 de abril de 2009

PANORAMA HISTÒRICO DA EDUCAÇÂO ESPECIAL



Partindo da visão ampla de como foi o desenvolvimento na história da Educação Especial no mundo e no Brasil, entendemos cada uma diferentes abordagens dadas a ela. Passamos a compreender que princípios fundamentam cada momento. Esta retrospectiva é importantíssima para se construir o hoje da Educação Especial. Entender também o quanto este assunto não fica restrito a área da educação, o quanto o conjunto da sociedade está comprometida com o tema.
A legislação nos garante avanços importantes, mas que ficam no vazio se não houver uma ação prática e principalmente um comprometimento político. Assistimos nas nossas escolas, sejam regulares ou especiais um descompasso muito grande nestas questões. Onde não há discussões sobre o tema, levantamento de problemas e dúvidas não há crescimento e não há possibilidade de ser realmente posto em prática o fundamento primeiro: Todos somos iguais em direitos e deveres.
Link para visualizar o panorama histórico e reflexões: