domingo, 26 de abril de 2009

PANORAMA HISTÒRICO DA EDUCAÇÂO ESPECIAL



Partindo da visão ampla de como foi o desenvolvimento na história da Educação Especial no mundo e no Brasil, entendemos cada uma diferentes abordagens dadas a ela. Passamos a compreender que princípios fundamentam cada momento. Esta retrospectiva é importantíssima para se construir o hoje da Educação Especial. Entender também o quanto este assunto não fica restrito a área da educação, o quanto o conjunto da sociedade está comprometida com o tema.
A legislação nos garante avanços importantes, mas que ficam no vazio se não houver uma ação prática e principalmente um comprometimento político. Assistimos nas nossas escolas, sejam regulares ou especiais um descompasso muito grande nestas questões. Onde não há discussões sobre o tema, levantamento de problemas e dúvidas não há crescimento e não há possibilidade de ser realmente posto em prática o fundamento primeiro: Todos somos iguais em direitos e deveres.
Link para visualizar o panorama histórico e reflexões:

sábado, 28 de março de 2009

INICIANDO O SEMESTRE E REFLETINDO SOBRE ESTE MOMENTO...

Como está difícil este início de semestre, mas ao mesmo tempo estamos sendo desafiados a observar os nossos passos, as nossas práticas o que é muito bom. Logo, nem tudo que nos parece difícil é algo desagradável.

Esta semana, considero extremamente importante registrar o quanto nos mostramos "ponte". Explico o termo com um exemplo, quando nos permitimos servir de acesso , de ligação, de aprendizagem a outros. E ainda o quanto este curso tem proporcionado de aprofundamento, de comprometimento e principalmente de aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. Durante as reuniões pedagógicas da escola, no interno da classe com a colega paralela, os assuntos, o planejamento ficaram mais vivos, mais reflexivos, e não só para mim, mas para os que comigo estão. Então posso considerar estes momentos como PONTES. Pontes para troca e crescimento. Nem sei mensurar quanto.

Ao eleborar o Dossiê de Inclusão para a interdisciplina de Educação Especial, revivi todo o processo de entrada na escola especial, a forma como trabalho, as adaptações que se fizeram necessários e ainda deparei-me novamente com os objetivos do trabalho desenvolvido com uma "pincelada" pequena sobre a problemática atual do entendimento sobre os processos de inclusão não só na escola como na sociedade em geral.

Ainda há muito o que avançar, inclusive as discussões chegarão com certeza aos dilemas atuais da Escola Especial que diz respeito a sua função nesta nova perspectiva.

A retrospectiva histórica nos mostra dois momentos, o primeiro da lenta caminhada do entendimento e aceitação real da diversidade entre as pessoas e também da consciência da existência e da necessidades de educação as pessaos com estas necessidades especiais e atualmente do processo em aberto da construção deste espaço inclusivo em todos os ambitos sociais.

Muitas das metodologias e recursos empregados ao longo da história não estão muito longe dos recursos e técnicas empregados na educação regular, o que significa com certeza algo importante a ser discutido.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

APRENDER COM A PRÁTICA.


Interessante observar o quanto a nossa prática nos ensina. Quando da escolha do tema para o Projeto de Aprendizagem: a influência da família e da escola na construção da personalidade, pude buscar mais subsídios que pudessem confirmar muitas das certezas sobre o mesmo tema e principalmente aproximar a teoria do que se observa da prática. É presencial e altamente visível isto na minha prática. Trabalhando com crianças e adolescentes com necessidades especiais (mais especificamente Autistas), isto fica mais claro, pois diretamente os alunos respondem a uma série de ações observáveis no seu ambiente de trocas familiares. Sabemos que Autistas imitam muito, e isto nos faz ver o quanto é expressivo, influente e componente constitutivo do sujeito as ações de pessoas tão próximas. Acabamos nos dando conta que a forma como estas impressões nos chegam e que de alguma maneira participam ativamente da nossa construção pessoal de sujeito, com identidade própria, mas extremamente ligado, inter-relacionado com o meio, podendo através das vivências escolher, optar.

O assunto não se esgota e nos instiga a aprofundar o tema, a observar mais e a buscar referenciais que possam nos auxiliar no trabalho diário de sala de aula. assim pelo menos eu vejo, eu compreendo esta aprendizagem, este tema e o meu interesse que foi trabalhado no projeto.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR

"Um caso de amor"
Interessante poder escrever sobre estes dois termos de uma forma totalmente informal, dentro de uma perspectiva absolutamente divertida, pois assim é que estes deveriam ser vistos sempre. O sério da história é percebê-los vivos na escola. Pulsantes, cotidianos. Num dos comentários das ativiades foi me perguntado como estes termos e conceitos, na minha visão, deveriam estar. Num primeiro momento pensei, que droga, como vou explicar o que sinto, como os vejo e suas relações. Mas agora posso demonstrar através da construção do power-point. Lá esta relação, como os percebo está clara e objetiva. É constante construção, é desejo e fazer... E isto não está engessado, mas está comprometido com uma escola que nasce do sonho, mas que caminha no real, que tem o direito de errar buscando qualificar-se, com responsabilidade, com a dignidade dos envolvidos. E isso vai ser reflexo no trabalho cotidiano, do professor que se pergunta sobre como foi o dia, o que podia ser melhor, o que diferente poderia servir de recurso para a construção coletiva e individual dos envolvidos... e assim vai... Dos pais participantes,dos alunos que auxiliam na construção dos projetos de aprendizagem, ativos no processo de aprender e ensinar... Do administrador escolar que é também ouvinte dos desejos, do que divide responsabilidades... e outros tantos exemplos.
Este é na realidade a real e válida experiência a partir deste encontro de dois documentos que deixam de ser apenas registros formais e passam a fazer parte da história e das construções de todos.

domingo, 19 de outubro de 2008

PROJETO DE APRENDIZAGEM


Falar sobre aprendizagem a partir deste projeto é deixar mais claro possível a premissa de que aprendemos realmente quando construímos, quando efetivamente tornamos o tema significativo. Ao sermos desafiados, questionados, quando necessitamos refletir, pensar, até mesmo expressar nossas dúvidas é que realmente estamos aprendendo de fato. Ao nos depararmos com uma dúvida, um problema realmente significativo, estamos aptos a conhecer. E como podemos dar conta disto? Fazendo com que a pesquisa, a busca, a troca estejam em nossa prática. É partindo da vontade que estabelecemos inicialmente o que realmente queremos conhecer. E a curiosidade vai tomando conta de cada um e os desafios tornando-se cada vez mais estimulantes e parceiros fiéis do conhecer. E não ficamos num conhecer simplesmente, passa a tornar-se vivo.
Mas é preciso que isto se torne realmente parte do nosso cotidiano escolar. Nosso projeto inspirou esta necessidade. Observamos cada vez mais a escola perder espaço para os meios de comunicação, para a internet e o que efetivamente podemos fazer para que os alunos também a tomem como essencial e prazeirosa? A meu ver, a partir de toda a perspectiva vivenciada neste projeto é fazer com que ela se descubra desafiadora, estimuladora da curiosidade, mediadora entre a necessidade e o conhecimento formal. Fazer este conhecimento deixar de ser apenas formal e acumulado para se tornar vivo e participante da prática.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA.


Pensar em como a escola se organiza, em como os diferentes sujeitos atuam neste espaço especificamente não quer dizer apontar setores e dar definação de funções. Pensar na organização da escola implica em saber e assumir uma linha de trabalho. É pensar em cada espaço e cada sujeito e seu envolvimento com o todo, com o objetivo maior que este lugar se propõe. Inúmeros são os conflitos que apresentam-se neste momento em que nos é solicitado que confrontemos o que vivenciamos com o que escrevemos sobre as nossas realidades. Passamos a nos dar conta do quanto o real e o legal estão tão distantes. Percebo o quanto há de preocupação em que os documentos da escola sejam modernos, bem elaborados, que respeitem a legislação vigente, mas também é possivel ver o quanto está deslocado do dia-dia da escola. se este foi realmente o interesse primeiro da interdisciplina, acredito ter obtido êxito em minhas análises iniciais. E é bom revelar aqui o quanto isto tem deixado de marcas bem profundas em mim. É um momento de confrontos, de visualizar a macro estrutura deste espaço escolar e ver a dificuldade. Ver esta escola num tempo histórico, num espaço social determinado é iniciar um processo de identidade, o que vai movimentar de forma bem mais profunda a construção da linha de trabalho. Quanto mais identidade maior a chance deste "lugar" estabelecer suas diretrizes e potencializar um trabalho efetivo educacional.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

GESTÃO ESCOLAR...

Certa vez uma professora trabalhou os seus assuntos normais da disciplina, mas lançou um pequeno desafio: tratar um tema com imagens apenas. Tínhamos que elaborar uma idéia e representá-la através de ima imagem. Quando pensei em relatar aqui uma das experiências a respeito dos temas trabalhados neste eixo de interdisciplinas lembrei de uma imagem e acho que ela pode de certa forma dar início a minhas reflexões. "Uma ponte, água..." Mas pra mim não é só isso. Penso que o trabalho do professor, o trabalho que a escola deve buscar é "ponte", é colocar que existem outros lugares, que estes podem estar ligados a nossa realidade. Que a´"água", que está passando por baixo da ponte é movimento, é transformação, é vida... Então posso aqui perceber que nossas possibilidades como professores e como escola são na verdade mediar, possibilitar, cada um vai seguir seu caminho, vai encontrar "sua ponte", suas "águas", e este diferencial faz da escola um lugar maravilhoso de ser e de estar. E talvez esta nossa perspectiva toda, este nosso ideal passe antes por novas apropriações e necessidade de novos paradigmas, desacomodar-se... pensar em novas relações entre os segmentos que compõe o ambiente escolar, em uma nova forma de gerenciar os espaços e recursos.