terça-feira, 15 de abril de 2008

A MATEMÁTICA...SEM MEDO!!!!


Como é difícil tratar do conhecimento matemático sem esbarrar no medo, falo isso sem vergonha nenhuma. O domínio dos conhecimentos matemáticos foram construídos por mim dentro de uma outra perspectiva, mais formal e padronizada. Como sair deste esteriótipo? Muitos anos as aulas de matemática foram dadas preocupadamente, tensas, querendo ser o mais clara possível, numa tentativa desenfreada de se fazer entender. Não deixar que a matemática deixe as mesmas marcas que deixou em mim, insegurança. E não é que ela pode ser novamente repensada e resignificada! E não é que ela pode passar a ser estudada partindo do raciocínio do próprio aluno, tão particular... Em minha classe estas possibilidades ainda passam pela descoberta da relação que a matemática pode fazer e provocar nas questões de socialização e interação social. Através da proposta mais lúdica pode também ser ponte, acesso, mais um meio de conviver. Ao nosso redor e porque não falar claramente, ao redor de todos, sejam de escolas regulares ou de especiais, existe um mundo que referencia-se em diferentes áreas, e a matemática é uma delas. É lá que sou marcado pelo relógio que indica a hora de almoçar, ir para a escola ou trabalho, de dormir... E este olhar amplia-se para as atividades matemáticas ou não. Emocionante dizer MATEMÁTICA SEM MEDOS, mas com certeza cercada de CURIOSIDADE, NOVIDADE, BUSCA, REFERENCIAL...
Comentário:
Cris, acredito que a busca por situações vivenciais podem sem um recurso indispensável para o trabalho da matemática na sala de aula, principalmente em turmas como a que trabalho. No entanto é um trabalho que necessita de insistência e muita observação, pois o aluno autista tem muita dificuldade em transportar para o símbolo suas vivências, e até mesmo manifestar o que realmente construiu partindo das propostas realizadas. As respostas as vezes não aparecem da forma como outras crianças demonstram, as construções aparecem muitas vezes em outros momentos em que o assunto não está presente. É um trabalho de muita observação e paciência. Investir sempre, muitas vezes sem o retorno, o que na maioria das vezes pode desencadear uma certa frustração.

domingo, 13 de abril de 2008

To pensando...MIL COISAS!!!


To pensando mesmo muitas coisas...
E acredito que este é um processo natural quando se está envolvida com todo o processo de aprendizagem, com as leituras realizadas e com a própria prática.
A imagem ao lado não está ai a toa!!! É uma verdadeira colcha de retalhos que vai sendo composta neste nosso trabalho, nesta nossa atitude aprendente.
Algumas idéias me deixam empolgadas, como a de adaptar a idéia de blog, de página criativa para registrar as atividades e as diversas observações dos trabalhos de prática de sala de aula.
Outra idéia surge, a de retomar as questões de tempo histórico dos alunos da Classe de Educação Terapêutica, linha de tempo, marcas significativas do processo de vida...
Enfim, muitas horas de idéias... MIL COISAS para aperfeiçoar e implementar um trabalho.

domingo, 6 de abril de 2008

Retomando as Atividades do Blog de Aprendizagens


Retomar os trabalhos no blog é uma tarefa que com certeza se caracteriza pelo aprimoramento e aprofundamento dos conhecimentos. Após este período de atividades, desde 2006, acumulamos muitas "horas de vôo" para com certeza irmos qualificando nosso trabalho acadêmico. As nossas práticas recebem com certeza as influencias e os aprofundamentos teóricos e práticos de cada interdisciplina trabalhada.
Observando este início de atividades letivas na escola onde trabalho, me vi bem diferente. Muito mais reflexiva em cada proposta, procurando referências para tais. O planejamento muda, as aulas mudam, o contexto torna-se mais enriquecido.
Umas das atividades mais expressivas que observei e vivenciei na sala de aula neste início do ano foi em relação aos conceitos matemáticos de classificação e seriação. è uma atividade constante, mas agora a cada proposta é notório que o olhar está mais aguçado, mais atento a cada novo elemento acrescido, cada resposta dada.
É claro que as questões numéricas, quantitativas e outros conceitos passam num primeiro momento por uma exploração lúdica dos materiais, da experimentação, do desafio.
É também vasta a variedade de objetos que se pode manusear e dele partir para conceitos cada vez mais amplos e complexos. Vê-se claramente o que Piaget afirma, o conceito passa anteriormente pela ação direta do sujeito sobre os objetos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

APRENDER A APRENDER...




As diferentes formas de proporcionar uma experiência de artes para os nossos alunos passa da simples reprodução, há agora a espectativa de exploração de outras dimensões, possibilidades, formas diferentes de participação ativa nos processos. No caso dos alunos com que trabalho, apesar da grande dificuldade em surgir, espontaneamente, uma impressão ou construção própria há a possibilidade de exploração das cores, das texturas, dos materiais, que já elevam o conhecimento, já o retiram da reprodução simplesmente. Isto é mais uma forma de articular o conhecimento artístico do sujeito. A busca de novas experiências, da construção de projetos que tenha a permissão de explorar, ampliar os conhecimentos e a prática é que leva a atividade prática para uma atividade vivencial e significativa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

PROJETO DE APRENDIZAGEM.




PROJETO DE APRENDIZAGEM>

Trabalhoso, mas extremamente gratificante, nosso projeto de aprendizagem. Nos mobilizou e o que mais me deixou empolgada foram as trocas feitas. Uma idéia complementando a outra, as diferentes formas de olhares referentes a obra selecionada, o foco que estávamos propondo, as variadas atividades que foram sendo pensadas...enfim, foi um momento extremamente enriquecedor. sabemos o quanto é difícil nos reunirmos, somos de lugares e horários tão diversos, temos compromissos, famílias, mas quando nos sentamos e nos propomos a fazer algo juntos...é muito bom! A troca é essencial para esta nossa prática acadêmica, sem ela não há efetivamente uma apropriação adequada de conhecimentos. Associamos, complementamos, sugerimos, adaptamos...todos os possíveis aspectos de um processo de aprendizado são vivenciados ali, neste encontro. E não precisamos de muito tempo, basta estarmos previamente organizados, focados.
Nossa tarefa era pensar em atividades práticas envolvendo o assunto artes, mas revelo que aprendemos muito mais do que isso. Vivenciamos o processo.
O assunto partiu de um foco comum: análise de uma obra, e foi abrindo um leque tão grande de possibilidades e olhares. Acredito ser este a proposta principal do projeto e também de todas as disciplinas de nosso curso de formação. Proporcionar uma visão interdisciplinar, ampla de todas as propostas de trabalho, levar os envolvidos neste processo ao enriquecimento, à prática, ao vivencial de uma construção de conhecimentos.




segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"A música está em nós!"



Que interessante falar de música numa perspectiva não só de ouvinte como efetivamente agente dela. Esta semana que passou vivenciamos na aula presencial da interdisciplina Música na Escola uma nova perspectiva, sobre música. O escolher da nossa preferência está notoriamente carregada de uma intencionalidade consumista que não percebemos. Outro aspecto nteressante foi nos apropriarmos de termos sobre música e efetivamente vivenciá-los. falo aqui de ritmo, harmonia, compasso... Dicas preciosas! E com que propriedade hoje nos damos conta que precisamos sim desmembrar este universo musical, sair da rotina repetitiva e cíclica que nos impõe o mercado musical. Divinamente vivenciarmos a música e assim ela deve ser pensada tanto para nossa apreciação individual, quanto para uso em nossa prática.
Revendo o Blog de Aprendizagem, ou melhor nosso Portifólio de Aprendizagens, foi nos sugerido que colocássemos mais evidências de práticas efetivas de sala de aula sobre cada assunto abordado aqui. Para tornar mais didática e formalizar o que se estabeleceu de concreto na prática, cito aqui a forma foi redirecionado uma atitude estereotipada de um dos alunos utilizando os conhecimentos dados na interdisciplina. Um aluno chamado F. tem com "mania" bater com qualquer objeto sobre a mesa. Ficar batendo, nete caso não havendo uma significação para o ato da batida. Aproveitando o que vimos nas aulas de Música, introduzi ao ovimento música, som. Logo após fui modificando os sons, variando ritmos, para dar um sentido a batida, sair da estereotipia e ter contexto para existir. Este movimento pareceu-me ter dado sentido maior,e ao mesmo tempo estabelecido uma nova via de comunicação, pois agora o aluno olha em minha direção quando inicia a batida esperando que se coloque o som.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

VIVENCIANDO A ARTE


Hoje participei de mais um momento extremamente enriquecedor com os alunos da minha classe. Fomos até a Bienal do Mercosul e a Feira do Livro. Quando deste tipo de proposta, frente ao alunado que compõe a classe, muitos nos acham malucas!!! Sair com alunos Autistas para um centro movimentado como Porto Alegre não é coisa de gente muito sã da cabeça. Mas fomos...e toda vez que atravessamos nossos próprios medos e inseguranças e confiamos num trabalho, as surpresas nos chegam. Foi novamente emocionante perceber a caminhada destes alunos. O olhar deles de forma diferenciada, mesmo na desorganização pela multidão, pelo barulho não superou os olhares em direção às obras de arte e livros (mesmo aqueles olhares rápidos e furtivos).

Como dizia o poeta... "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
Acrescento, reafirmando convictamente que existem inúmeras possibilidades de aprendizagem. São infinitas as abordagem que podemos fazer a respeito de uma atividade, como no exemplo acima, aprendizagem através da arte. Do olhar de possibilidades oferecido pelo autor. A forma de socializar um determinado conhecimento.
Aprendi que o vivencial não está unica e exclusivamente ao universo da sala de aula, do espaço escolar em si. A aprendizagem só tem razão de existir quando nos leva efetivamente a um sentido de prática, de vivência, um sentido de ser. E a visão dos diferentes lugares e das diferentes maneiras de estar inserido num contexto é de ordem prática, precisa estar vivo e ter ação. Logo, se a maior dificuldade do aluno é a integração, a comunicação e socialização, são os espaços públicos que com certeza necessitam estar abertos para recebê-los, para serem explorados.