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Durante algumas leituras realizadas, textos da interdisciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, mais as lembranças das discussões da interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na perspectiva Histórica, passei a rever muitos dos momentos de sala de aula em relação a isso: espaços e tempos. A muito que as informações sobre a história de vida dos alunos é vista como parte importante para o pensar pedagógico para os alunos autistas, mas os subsídios confirmam e nos dão mais possibilidades de trabalhar estas questões. Foi então que surge a proposta da elaboração de uma linha de tempo onde as famílias fazem o resgate histórico por fotos, informações, revendo a sua participação no contexto faniliar. É comum vermos então imagens e maiores informações até por volta dos 2 anos de idade, idade em que a síndrome não é tão aparente nas suas peculiaridades, visto que até este momento a linguagem não é tão evidente em crianças sem o diagnóstico. A partir daí inicia um processo de poucos registros fotográficos e de informações até a chegada ao ambiente escolar. O que parece neste espaço e tempo o sujeito deixa de ser observado como criança e passa aser visto e pensado como "diferente" e inicia-se outra fase: busca de porquês. Este resgate que se pretende, parte do princípio que o sujeito é considerado muitas vezes sem identidade, que não se reconhece, não participa, é reforçado por este comportamento inconsciente, mas que pode muitas vezes agravar os sintomas.
